Uma viagem poética às raízes afetivas de um bailarino e coreógrafo brasileiro há muito tempo longe de seu país. Um solo extremamente pessoal, concebido a partir de um processo investigativo do próprio corpo, entre o momento presente e a memória. "Ai,ai,ai" recebeu o Prêmio de Prata das Artes na Holanda quando estreou, em 1995.

 

O coreógrafo piauiense Marcelo Evelin vivia na Holanda quando criou "Ai, Ai, Ai" em meados dos anos 90, solo a que o coreógrafo regressa em 2010. Saudade e identidade, presente e memória são novamente evocados por Evelin para reflectir sobre a violência, a colonização e a descriminação social num mundo reconhecidamente desigual. Concebido como um mergulho nas suas raízes, "Ai, Ai, Ai" é um trabalho pessoal criado a partir de questões inscritas no próprio corpo e pensamento. O processo de composição coreográfica desenvolve-se assim numa relação entre o movimento, interpretado distintamente por Evelin, e um conjunto de elementos teatrais, sonoros e imagéticos, representativos da cultura brasileira e das origens do coreógrafo.

 

 

"O título é ambíguo, referindo-se aos trejeitos de Carmen Miranda e ao choro-soluço de um criador exilado de casa há muitos anos.

É também um compartilhamento de memórias com seu parceiro na época, John Murphy, e com o cineasta Karim Aïnouz – cuja memória também impregnou a obra.

Pode-se dizer que Ai, Ai, Ai é um acerto de contas com o passado." (Christine Greiner, 2010)

 

 

 

 

Ficha técnica:

Concepção, Coreografia, Dança: Marcelo Evelin

Filmes em Super 8:  Karim Ainouz

Cenário e Figurino: John Murphy

Assistência de Coreografia: Christiana Cavalcanti

Design de Som: Jaap Lindijer

Design de Luz: Marc van Gelder

Técnica: Silva Neto, Jacob Alves e Cipó Alvarenga

Fotos: Ben van Duin, Carlos Marques

Música: Ella Fitzgerald e Chorinhos Brasileiros

Produção: Regina Veloso

 

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ai ai ai - Marcelo Evelin - TV Sesc

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